Morte

Esse final de semana participei de um grupo de estudos/retiro budista, com o seguinte tema: Psicologia Budista do viver e morrer.

Trata-se de uma visão do budismo tibetano sobre o processo de vida e morte.

Tema árduo, pois ninguém aqui quer saber de morte, entretanto foi apresentado de uma forma tão bonita, tão tranqüila, que fiquei muito mais tranqüilo a respeito.

Lógico que não chegou a ponto de desejar morrer para ver se é verdade, mas que fiquei mais tranqüilo, isso sem dúvida.

Voltando para casa e lendo um pouco, me deparei com um poema de Cecília Meirelles que resume muito do que foi falado lá.

Leiam e comentem.

Cântico VI

Tu tens um medo:
Acabar
Não vês que acaba todo o dia
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.

Que te renovas todo o dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.

Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres mais medo de morrer.

E então serás eterno.

Grande abraço.



Escrito por Fernando Cacá às 16h41
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Alegrias em exercer a profissão de professor

 

No dia 07/02, esse espaço vai completar dois anos. Nestes dois anos, para quem me acompanha desde o início, já tive a oportunidade de mostrar o quanto me satisfaz exercer  o ofício de professor. Há dois anos teria escrito que sou professor, mas não sou isso. Sou ainda mais. Minha profissão, por mais que me complete intelectual e fisicamente, não consegue representar tudo o que sou, e isso eu aprendi também ao longo desses dois anos.

Então, nada melhor do que comemorar esse aniversário com mais uma coisa que me deixou muito feliz na minha profissão.

Para quem é paulistano como eu, tem cerca de 40 anos e gosta de futebol, é impossível que não tenha ouvido na infância e juventude o programa Show de Rádio comandado por Estevam Sangirardi, um programa de humor em que imitadores faziam vozes de vários personagens ligados aos times envolvidos e davam um colorido especial às transmissões de rádio da minha época. Pois bem, apesar de merecer, não é sobre o Show de Rádio que vou falar, mas da Rádio Camanducaia, uma rádio fictícia do interior com todas as características de uma pequena rádio.

Começando pelo locutor, Alberto Júnior, com sua voz empostada fazendo a apresentação da Rádio (“Rádio Camanducaia, transmitindo quase em ondas  médias, falando para a cidade e cochichando para o interior...”). O locutor, operador de som, diretor geral e tudo o mais na Rádio era Alberto Júnior, com exceção do locutor esportivo, que era feito por Alberto Neto.

E os anúncios (chamados de reclames, antes mesmo do Faustão)! Que delícia, com seu pequeno problema com os plurais e com as letras R e L, Alberto Júnior dava graça e nostalgia a anúncios de variados tipo das lojas de Camanducaia, como a Loja a Gorda Elegante.

O que isso tem à ver com o fato de eu ter alegrias ao exercer a minha profissão? Pois não é que descobri que esse locutor e humorista fantástico que fazia a Rádio Camanducaia, Odayr Baptista é pai de um aluno meu?

Aproximar-se de uma recordação boa do seu passado, que tantas alegrias e nostalgias me causaram. De um humor que sempre me fez rir, sem ter que fazer piadas de duplo sentido ou palavrão. Tenho de agradecer por isso ao fato da minha profissão ter me aproximado desse ídolo.

Muitas alegrias recebi nestes anos de professor, muitas homenagens muito carinho por parte dos meus alunos mas realmente, dessa vez meu ofício me tratou bem demais!

 

Grande abraço!

 

OS: Para quem quiser conhecer a Rádio Camanducaia um pouco melhor, o link para o sítio dela está aí do lado!



Escrito por Fernando Cacá às 11h07
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Filmes!

Meu amor está dodói, assim, como não podemos passear, vamos assistindo filmes. Dia desses peguei um muito legal, que queria dividir com vocês.
Chama-se Hitch – Conselheiro amoroso, com Will Smith. Entretanto o melhor do filme não é Will Smith, mas o coadjuvante, Kevin-não-me –lembro-o-resto (que faz a série de TV King of Queens).
O cara simplesmente arrasa no papel de um gordinho desajeitado que sonha em namorar a mais maravilhosa e inacessível mulher de Nova Iorque! Tem uma cena de dança que é, sem dúvida, uma das cenas de comédia física mais bacana que eu vi em muitos anos.

Aproveitando um filme recente, quero também dizer de um outro filme que consta da minha lista de filmes memoráveis. Seu nome; Cinema Paradiso.

 "Cinema Paradiso" é um dos casos mais curiosos de uma fita que fracassou em sua terra natal para depois ser consagrada no resto do mundo. O filme só conseguiu um pouco de sucesso na Itália quando foi exibido pela terceira vez, e mesmo assim nunca estourou.
Vencedor do Prêmio Especial do Júri em Cannes, em 1989, ganhou também o Oscar de filme estrangeiro no ano seguinte. Nunca vi coisa igual em 20 anos de Festival de Cannes: a difícil platéia de críticos e profissionais aplaudiu este filme de pé durante vários minutos, consagrando o que era até então um fracasso em sua terra natal.
O diretor Tornatore é meu preferido dentro do cinema italiano atual, fazendo fitas belíssimas contra a corrente (como "Estamos Todos Bem", 1989; "A Lenda do Pianista do Mar", 1998; "O Homem das Estrelas", 1995; "Malena",2000), sempre com inesquecíveis trilhas do maestro Ennio Morricone.
Em "Cinema Paradiso", ele fez uma homenagem emocionante, bonita e bem-humorada ao próprio cinema. Enquanto Truffaut lembrava da filmagem propriamente dita em "A Noite Americana", Tornatore ia ao outro extremo: os anônimos e modestos projecionistas que chegavam a arriscar a vida --até os anos 50 as fitas eram de nitrato, portanto inflamáveis-- justamente num momento em que, por causa da televisão, as salas de cinema do interior da Itália estavam todas fechando, provocando lembranças nostálgicas.
O filme é também um catálogo de citações de todos os grandes momentos do cinema italiano do pós-guerra, com menções a figuras como Totó, Brigitte Bardot, Vittorio De Sica, Anna Magnani, Luchino Visconti, Alida Valli,  Federico Fellini, Alberto Sordi, Yvonne Sanson, Massimo Girotti, Charles Chaplin, Greta Garbo, Silvana Mangano, etc.
Não é à toa que "Cinema Paradiso" é um dos meus filmes mais queridos. É porque nos toca diretamente no coração e nas tantas lembranças para quem gosta muito de cinema.
Sempre que assisto me emociono, principalmente na cena final, em que são mostrados as mais belas cenas de beijo do cinema.
Belíssimo, belíssimo. Fica como dica para ver e rever!

Grande abraço



Escrito por Fernando Cacá às 06h37
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Descobrindo um velho amor

Aproveitando as férias, busco rever coisas antigas que volta e meia sempre prometo rever e nunca o faço.

Acabei descobrindo um velho amor, empoeirado , semi esquecido na gaveta de CDs, que nunca (ou quase nunca abro) Egberto Gismonti é o nome.

A grande maioria dos leitores, que se compõem de alunos não eram sequer nascidos quando Gismonti fez seu primeiro disco lá em 1972, Água e Vinho é o nome dele, talvez nunca tenham ouvido falar neste cara. Então vamos lá.

Egberto Gismonte é um musico de formação erudita, estudou os clássicos em Viena, estudos com vários músicos importantes como Jacques Klein , é um cara difícil de se rotular. Uns dizem jazzista, outros MPB, ele mesmo nunca tentou se definir. Quando perguntado responde sempre “eu faço é musica!”

Na minha opinião Gismonti é jazzista sim, não um jazzista bocó como alguns da Bossa Nova, um jazzista de primeira, do quilate dos irmãos Marsalis, Miles Davis, Bill Connors, John McLaughlin, entre outros. Mistura ritmos brasileiros do choro ao maracatu, do baião a embolada, MPB com roupagem nova. Egberto foi um dos primeiros a “plugar-se” usando instrumentos elétricos como sintetizadores em obras misturadas com piano e violão.

Enfim, um experimentalista de primeira, e quem gosta de musica boa, deve conhecer.

Vou fazer aqui uma listinha básica de musicas de Egberto Gismonti que eu gosto. Elas estarão em uma ordem um pouco diferente. Vai da menos jazzística para a mais jazzística. Assim, querido leitor que não conhece a obra deste musico maravilhosos, pode começar a ver pelas primeiras, que com certeza deve existir em MP3 pelos Kazaa da vida. Se você é chegado num jazz vai para as ultimas, mas não deixe de ver as primeiras também.

1)     Educação sentimental, num dueto impressionante com Wanderleia, a Ternurinha da Jovem Guarda

2)     Baião Malandro

3)     Feliz Ano Novo

4)     Saudações

5)     Nó Caipira

6)     Palhaço, do disco circense de 1980, uma musica belíssima feita a partir de piano, flauta, sax, bateria e riso de criança.

7)     Ta boa, Santa?

8)     Don Quixote

9)     Sanfona

10)Loro

11) Pra frente Brasil. Não! Não é aquela da seleção. Vale a pena ouvir.

Tive oportunidade de assistir a um show de Egberto Gismonti no SESC Pompéia aqui em São Paulo lá pelos anos de 1983/84. É uma verdadeira porrada na sua cabeça você sai do espetáculo atônito, como o cara consegue fazer um som daqueles. É inexprimível, recomendo!

Grande abraço



Escrito por Fernando Cacá às 16h50
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Feliz Ano Novo!

Como me disse uma querida amiga e aluna; "Nessa época em que todos parecem ficar mais sensíveis e amigáveis e as mensagens de feliz natal são distribuídas por toda a rede, orkut, cartões postais, etc, eu acredito em escrever".

Escrever diretamente àquelas pessoas que me importam, mesmo que seja através do blog. Esse é o meu espaço, forma em que me apresento de forma direta e clara. Minha casa, minha cara.

As vezes escrevo 3, 4 vezes por semana. Outras vezes passo 3 meses sem dar sinal de vida. É assim, uso esse espaço para trransmitir mensagens. Só o uso quando há algo a ser transmitido (ou desabafado). Não escrevo por necessidade profissional, ou por necessidade de aparecer, ou de ser ouvido. Escrevo por que gosto, para quem gosto. Ponto.

Fim de ano é um momento legal de escrever, passar uma mensagem para quem se gosta. Seria simples buscar uma imagem bonitinha (bebês ou animais, sempre dão um auxílio), frase bacana (os emails são pródigos em nos abastercer de pieguiçes) e pronto, está feita a minha mensagem de fim de ano. Fácil. Fácil demais. Comigo nunca é assim.

Gosto de cutucar, um aluno me descreveu uma vez como o "professor das perguntas, nunca das respostas", achei legal, alunos são muito perspicazes, me descreveu bem. Gosto de espicaçar a mente - burro chucro - até que escoiceie e daí saia uma reflexão. Aí chego na minha meta.

Assim gostaria de dedicar duas mensagens de fim de ano. Uma delas é mais que uma mensagem é realmente um desejo meu a todos. Outra, apesar de parecer meio deprimente, gosto muito e dá uma bela luz no fim do túnel para quem quiser ver. Uma é de autoria de um avatar vivo, considerada na Índia e em várias partes do mundo como a encarnação da Divina Mãe, Seu nome é Amritanandamayi (Mãe da Eterna Felicidade) ou simplesmente Amma (Mãe). Eis sua mensagem:

 

Que a árvore de nossas
vidas tenha raízes firmes
no solo do amor.
Que boas ações sejam as
folhas desta árvore.
Que  palavras de bondade
formem suas flores.
E que a paz seja  seus
frutos.
                      Amma

 A outra mensagem é de uma música (antiga como sempre), chamada Dust in The Wind. Não se deixe levar pelo aspecto baixo astral que ela a primeira vista pode dar. Não é!

Dust in The Wind - Kansas
I close my eyes                    Eu fecho os olhos 
only for a moment                  só por um momento
and the moment's gone              e o momento já passou
all my dreams                      todos os meus sonhos
pass before my eyes, a curiosity   passam pelos meus olhos, curiosamente
dust in the Wind                    Pó no vento
all they are is dust in the Wind    todos eles são pó no vento
Same old song                       A mesma velha música 
just a drop of water                só uma gota d’água
in an endless sea                   no mar infinito
all we do                           tudo o que fazemos
crumbles to the ground              Desmoronam
though we refuse to see             embora nos recusemos a ver
Dust in the Wind                    Pó no Vento 
all we are is dust in the Wind      Todos somos pó no vento
Now, don´t hang on                  Não perca tempo 
nothing lasts forever               nada dura para sempre
but the earth and sky               a não ser a Terra e o Céu
it slips away                       o tempo foge
and all your money                  e nem todo seu dinheiro
won`t another minute buy            pode comprar um minuto a mais
Dust in the Wind                    Pó no Vento 
all we are is dust in the Wind      todos somos pó no vento
dust in the Wind                    pó no vento
dust in the Wind                    pó no vento
eveything is dust in the wind tudo é pó no vento.


Escrito por Fernando Cacá às 10h03
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Thoreau

 

Esse post era pra ter sido escrito já há um tempão...

Um amigo e ex-aluno, uma vez me escreveu para saber mais sobre este autor. (É engraçado como a relação professor-aluno, quando bem fundamentada, mantém-se por anos. Alguns dos meus ex-alunos mais queridos volta e meia aparecem para perguntar sobre autores, livros, carreiras... é sempre muito bom retornar o contato com eles e melhor ainda perceber que eles ainda têm neste amigo uma certa referência cultural).

É, sem dúvida, um dos meus mais queridos autores estadunidenses (não compara-se com J.D.Salinger, é obvio). Desde aquela época queria escrever algo sobre Henry David Thoreau, mas o tempo é inclemente e os assuntos, se acumulavam.

Mas de hoje vocês não escapama de conhecer este grande cara, com vocês (se é que existe alguém que ainda lê esse espaço) Thoreau!

 

Escritor e poeta, nasceu em Concord, Massachusetts, EUA. Depois de se formar em Harvard em 1837, onde iniciou o seu habito de escrever diarios, ele lecionou por um tempo em sua cidade, ate se demitir por não concordar com os castigos físicos infligidos aos estudantes. Foi ajudar seu pai em sua fabrica de canetas ate que abriu, junto com seu irmão  John Thoreau, uma escola particular em Concord em 1838, baseado no Transcendentalismo, o movimento literário e filosófico sustentado por Ralph Waldo Emerson, Bronson Alcott, e Orestes Brownson. Quando John caiu doente, a escola fechou e Henry morou na casa de Emerson, como uma espécie de faz-tudo, enquanto escrevia seus diários.

Thoreau começou a sua experiência de Desobediência Civil em 1845, ao se recusar a pagar um imposto para subvencionar a Guerra no México. Isso lhe custou quase dois anos de cadeia, alem de um ensaio chamado Resistência ao governo Civil, que pregava a resistência passiva as leis injustas, o que acabou por inspirar Gandhi e Martin Luther King. Esse pensamento de Thoreau é reconhecido por alguns como a única contribuição genuninamente original dos EUA para a civilização.

De sua convivência com Emerson, saiu o seu principal livro chamado Walden ou Vida na floresta de 1854, em que diz que a melhor forma de se viver é quando o individuo está sintonizado com a sua natureza própria, assim como com a Natureza.

A inspiração de Thoreau sobre Gandhi foi o que sempre me impressionou. Gandhi é uma pssoa mundialmente conhecida e reconhecida por seu importante trabalho para a independência da Índia; entretanto o trabalho de seu inspirador – Thoreau – está quase caído no esquecimento.

 

Isso me fez pensar que a idéia inicial, a inspiração de um movimento pode ate não ser o mais importante, frente aos frutos conquistados a partir dali. Para mim, desde então vejo meus alunos como “Gandhis” e “Martin Luther Kings” que eu possa direta ou indiretamente inspirar.

  a foto do cara!

Grande abraço



Escrito por Fernando Cacá às 20h43
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MUDEI DE OPINIÃO. VOU VOTAR NÃO!

 

Agora eu escrevo para dizer que era convicto no SIM, mas os argumentos do NÃO me convenceram. Vou votar no NÃO.

Vejamos os motivos:

1- Descobri que a todo brasileiro será dada uma arma e todos farão um curso, grátis, de preparação para o uso e de como ser mais ágil do que o bandido com a arma na sua cabeça.

2- Descobri que os bandidos assaltam os cidadãos de bem com AR-15, AK-47, granadas e bazucas. Por isso, precisamos nos armar para um confronto de igual para igual. Foi alguém de má-fé que disse que, no Rio de Janeiro, de 1999 a 2005, 61% das armas usadas em crimes pertenciam aos cidadãos de bem e 33% eram registradas. Já comprei uma metralhadora.

3- Descobri a beleza de ver uma criança do Iraque, do Afeganistão e da Rocinha, com um fuzil na mão. É lindo saber que desde pequenas elas defendem seus direitos.

4- Descobri que as crianças são os seres mais comportados que existem. Quando estão em casa, ficam quietas vendo TV. Jamais mexem e remexem na casa e nem acham que uma arma pode ser um brinquedo. No Brasil, apenas duas crianças são feridas com tiros acidentais todos os dias. Ora, duas crianças a mais, duas a menos não fazem diferença.

5- Descobri que as pessoas que têm uma arma em casa vivem com ela na mão. Caso não viva, quando um assaltante resolver arrombar a casa, ele demorará cerca de três ou quatro horas, com uma banda de axé fazendo barulho ao seu lado, para conseguir entrar. Além disso, ele nunca pensará em observar o movimento da casa alguns dias antes.

6- Descobri que se um bandido armado entrar no meu quintal e eu der um tiro para o alto, ele vai dizer que foi engano. Ainda vai pedir para sair pela porta da frente, além de um copo d’água. Em nenhum momento passará pela cabeça dele devolver os tiros que nem pegaram nele.

 

7- Descobri que se o SIM ganhar, todos os policiais serão desarmados. Aí, eles que são preparados, ainda que mal, para conter a violência, terão que sair na mão com os bandidos. Se eles não conseguirem, não teremos muitos problemas, porque a população foi muito bem instruída para sair na mão com os criminosos.

8- Descobri que todos os atores e famosos são uns farsantes que pedem o fim das armas, mas vivem com seus carros blindados e com trinta seguranças em volta. Vide Gérson Brenner (aquele que está paralítico porque levou um tiro ao reagir a um assalto), Daniela Pérez (morta pelo ator Guilherme de Pádua e a namorada), Pedro Bial (que teve o carro roubado), Vanessa Bueno (atriz seqüestrada), Washington Olivetto (publicitário seqüestrado), Patrícia Abravanel (filha de Sílvio Santos que foi seqüestrada), Abílio Diniz (empresário seqüestrado). Não sei qual a posição de cada um deles, mas devemos desconfiar de tudo o que disserem.

9- Descobri que a idéias de desarmamento dos estrangeiros que lideram ONGs como a Viva Rio foram formuladas há vinte anos para os países deles. Como eles estavam com preguiça, resolveram apoiar da mesma forma o desarmamento no Brasil. Esse povo só pensa neles mesmo.

10- Descobri que 90% dos 17,5 milhões de armas existentes no Brasil estão nas mãos de civis, mas eles enterraram num lugar bastante seguro para não causar problemas e agora estão aguardando o resultado do referendo.

11- Descobri que o Governo quer que a gente vote no NÃO. Se votarmos no SIM, a criminalidade vai tomar conta do país e a população será exterminada. O que vai acontecer? Menos gente para eles tomarem o dinheiro.



Escrito por Fernando Cacá às 17h11
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MUDEI DE OPINIÃO. VOU VOTAR NÃO! (continuacao)

 

12- Descobri que se o NÃO ganhar, as mulheres dos maridos ciumentos também terão uma arma para equilibrar a relação e os dois terços dos casos de violência contra mulher que são cometidos pelos seus companheiros diminuirão bastante. As torcidas organizadas passarão a matar com arma de fogo o torcedor rival, de forma justa, afinal rival tem que morrer. O pitboys irão se converter ao budismo e não darão mais problemas mesmo tendo armas. Por fim, todas as armas terão disparos lentos para que vítimas em potencial tenham tempo para sair do trajeto da bala.

13- Descobri que a educação dá resultado em curto prazo. Basta agora levá-la ao resto dos brasileiros para que os problemas com armas acabem. Além disso, a queda de 8,2% dos homicídios no Brasil, depois de 13 anos de números crescentes, foi por mero acaso. Tenho certeza de que Deus é a favor do SIM e quer influenciar as pessoas com estes fatos.

14- Descobri que eu sou um viciado em cocaína e por isso vou sempre às bocas-de-fumo para comprar o pó. Descobri também que você é viciado em heroína e vai à mesma boca que eu. Precisamos nos proteger dos outros traficantes que podem querer, eventualmente, tomar a boca onde fazemos as nossas compras.

15- Descobri que o principal motivo dos favoráveis ao SIM é evitar o suicídio das pessoas. Descobri também que com a vitória do NÃO, haverá uma palestra para os depressivos e doentes mentais ensinando a como suicidar pulando de prédios, se jogando na frente de carros e tampando o nariz. As armas nada terão a ver com isso.

16- Descobri que se aquele cara cego e desarmado do filme “Fúria cega” conseguiu salvar uma mãe e um filho de caras armados, eu, que não sou cego e possuo uma arma, tenho plenas condições salvar a minha família toda de um psicopata assassino, frio e calculista. Depois disso, pretendo investir em Hollywood.

 

17- Como eu não tenho a mesma agilidade do cara do filme, basta eu procurar minha arma guardada na terceira gaveta de baixo para cima (ou seria a segunda?) que o bandido vai esperar tomando um café feito pela minha mulher.

18- Descobri que se meu pai morrer com um tiro numa discussão de trânsito, todas as solidárias pessoas que votaram no NÃO virão à minha cidade demonstrar condolências a mim. Também irão depositar uma quantia na minha conta para ficar garantido o futuro do meu irmão, ainda bebê. Nada melhor do que apoio espiritual nessas horas.

19- Se o NÃO ganhar, o Brasil vai ficar mais feliz. Igual ao filme que glamouriza pessoas que matam e roubam e são os queridinhos dos expectadores.

20- Descobri que, assim como Hitler desarmou a população alemã e exterminou os judeus, apesar do controle de armas ter sido aplicado dez anos antes dele chegar ao poder (através da urnas e não das armas), os favoráveis ao SIM também estão planejando um grande genocídio contra todos a população brasileira. Não podemos permitir que um absurdo desse aconteça.

21- Para finalizar, descobri que nada tem a ver o financiamento de candidaturas em 2002, pela Taurus (fabricante gaúcha de armas) e pela Companhia Brasileira de Cartuchos, dos mesmos deputados que hoje apóiam o NÃO. Nada tem a ver os gastos de cerca de R$1 milhão das duas não têm nada a ver com a posição dos favoráveis ao NÃO. Ora, gente, vamos deixar de ver maldade em tudo.

Acho que coloquei motivos a mais. Tudo bem, o NÃO tem muito mais argumentos plausíveis.



Escrito por Fernando Cacá às 17h09
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Existe vida inteligente na vida pública brasileira

Neste final de semana, eu e meu amor fizemos uma de nossas “viagens surpresa”; irmos a um lugar que não conhecemos e aproveitar ao maximo.

Neste final de semana o local escolhido foi São Francisco Xavier. Uma cidadezinha (nem devo chamá-la de cidade pois se trata, na verdade, de um distrito de São José dos Campos) muito charmosa, no meio da Serra da Mantiqueira, com muito friozinho, pousadas com lareira no quarto, povo hospitaleiro, gente boa, praça com coreto e tudo o mais que compõe o cenário de uma cidade do interior.

Chegamos na sexta-feira à noite e voltamos para Sampa no domingo à tarde. Dois dias apenas que valeram por duas semanas, no que diz respeito ao descanso e ao alto astral conseguido.

O mais legal é ver a prefeitura de São José apoiar e auxiliar o desenvolvimento da cidade no aspecto turístico, ruas bem tratadas, mesmo as estradas de terra de muito boa qualidade (quem estava aqui em Sampa viu o toró que caiu no domingo e as estradas nem aí para a chuva), cidade bem cuidada, Centro de Cultura bem preparado, com apresentação de violeiros e de catira na praça da cidade.

Ao contrario de Monte Verde que, ao que parece a prefeitura local só pensa em destruir o potencial turístico da cidade, São José dos Campos esta de parabéns.

No mais fica a recomendação a todos para que conhecam a cidade de São Francisco Xavier, ou como eles chamam em camisetas e adesivos de carro SFX!

Se você quiser conhecer mais a cidade, clique aqui!



Escrito por Fernando Cacá às 15h04
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Do discurso à prática

Quem me conhece pessoalmente, ou pelos meus posts aqui publicados, sabem que tenho um lado meio ranheta.

Cobro mesmo de todos à minha volta, como costumo cobrar de meus alunos. Nunca a perfeição, mas, pelo menos, coerência. É muito feio dizer uma coisa e praticar outra. Mesmo que escondido, achando que ninguém vai ver. Principalmente assim... Acho ainda pior aquele que vive na mentira vive uma mentira, sempre preocupado com a possibilidade de ter gente vendo ou ouvindo-o e então buscar fazer, forçadamente, uma ação para combinar com sua fala.

É tão mais simples e fácil ser honesto. Se gosto, digo que gosto, se não gosto digo que não gosto e pronto. Se disser que sou contra a violência, pratico-a diariamente, seja ao não comer carne, seja ao procurar não agredir verbalmente a ninguém.

Sempre disse em todos os lugares que trabalhei (e olha para existir lugar de fofoca como escola!) “se eu não tenho nada de bom para falar de uma pessoa, eu me calo”.Assim a fofoca acaba, deixo de maldizer alguém, contribuo para criar um clima legal à minha volta.

Se eu sou contra a mentira, não minto. Nem para minha mulher, nem para meus amigos, nem para meus alunos.  Simples assim, não minto. Já me dei mal, levei dura de chefe, entre outras, mas não minto. Minha avó que volta e meio cito como alguém cuja sabedoria simples me direcionou muitas vezes na vida, tinha um jeito meio estranho de aliviar aquela mentirinha que se conta para não ter trabalho - “mentira branca”. Pisada dupla de bola; além de livrar a cara da mentira, tem uma carga de preconceito, que deus me livre!

 

Grande abraço



Escrito por Fernando Cacá às 19h01
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One Hit Wonder

 

Como todo mundo sabe, gosto de musica pra caramba. Este final de semana estava ouvindo um CD com musicas que eu gosto muito, quando prestei atenção em um tipo de músicos/cantores muito interessantes; os one hit wonders – grupos de um só sucesso.

 

Aqueles caras que chegam não se sabe bem de onde, fazem um sucesso daqueles com uma musica ate que legal, depois você começa a se encher de tanto que toca a musica e depois desaparecem da mesma forma que surgiram. O que fazem? Será que buscam ainda o sucesso uma vez alcançado repetindo a mesma fórmula? Piraram no sucesso e vivem um mundo de estrelas da musica pop em que cada vez menos pessoas se lembram deles – estrelas-cadentes?

 

Os exemplos são vários e, pelo que me lembro, se inicia nos anos 70 com a chamada era disco. Os meus contemporâneos devem se lembrar de Santa Esmeralda e sua superlonga versão disco-cigana para Don’t let me be misunderstood, ou de Charo e sua voz macia com Dance a little bit closer.  O grupo que me inspirou este post era o Right Said Fred que emplacou I’m too sexy e Don’t talk just Kiss (o que na prática o desqualifica como ONE hit, mas tudo bem), mas tem outros mais recentes, que se lembra de Dexy’s Midnight Runners e sua Come on Eileen ou de Crash Test Dummies e sua Mmmmm, mmmmm (será que a quantidade de ms está correta?) ou então de Goo Goo Dolls e a bela Íris.Nos anos 90, não podemos nos esquecer de Dee Lite e sua Groove is in the heart.

 

Mas não é só no exterior, no Brasil também temos os nossos “one hitters”: Ovelha, Nahim, Wagner Montes, entram na categoria pela porta do SBT e seu Qual e a música ?  Sharon com sua Massagem for man e Rita Cadillac e sua É bom para o moral entram na categoria rebolativa. No pop temos como principal representante Absyntho e sua Ursinho Blau blau.

 

E você tem a sua one hit wonder?

Grande abraço.



Escrito por Fernando Cacá às 21h12
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Furacão Katrina

 

Li hoje no Financial Times sobre a situação das pessoas em Nova Orleans após o furacão Katrina. Para você ter uma idéia a manchete era: Nova Orleans a cidade do estupro, dos boatos e da recriminação.

Das condições dos abrigados no ginásio da cidade aos mortos em decomposição pelas ruas. Da falta de policiais para o resgate dos corpos a situação das mulheres brancas submetidas a estupros, o horror e o caos foram muito bem descritos na matéria (para assinante UOL, clique aqui para ler).

Imediatamente fui remetido ao Tsunami no Oriente e tive que fazer algumas comparações. Sem dúvidas a tragédia no Pacífico foi muito maior em amplitude e em vidas perdidas do que a do furacao dos EUA.

Então o que aconteceu que não houve os mesmos relatos nos campos de refugiados do Tsunami?

Para mim, observa-se a óbvia diferença entre uma sociedade espiritualizada e outra materialista. Para os primeiros a tragédia envolve-se de uma possibilidade de reflexão sobre as causas, sejam elas materiais (devastação do ambiente), ou espirituais. Para os outros, trata-se de uma oportunidade de vingar-se dos que têm contra os que não têm.

A falta de uma ética social terminará por pôr fim a esta sociedade.

Pensem nisso.

 

Grande abraço



Escrito por Fernando Cacá às 17h44
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Sem comentarios

Transcrevo a seguir a coluna do Professor Emir Sader. Como digo no titulo, sem comentarios.

A gente vai se ver livre desta raça (sic), por, pelo menos, 30 anos” (Jorge Bornhausen, senador racista e banqueiro do PFL)

O senador Jorge Bornhausen é das pessoas mais repulsivas da burguesia brasileira. Banqueiro, direitista, adepto das ditaduras militares, do governo Collor, do governo FHC, do governo Bush, revela agora todo o seu racismo e seu ódio ao povo brasileiro com essa frase, que saiu do fundo da sua alma – recheada de lucros bancários e ressentimentos.

Repulsivo, não por ser loiro, proveniente de uma região do Brasil em que setores das classes dominantes se consideram de uma raça superior, mas por ser racista e odiar o povo brasileiro. Ele toma o embate atual como um embate contra o povo – que ele significativamente trata de “raça”.

Ele merece processo por discriminação, embora no seu meio – de fascistas e banqueiros – sabe-se que é usual referir-se ao povo dessa maneira – são “negros”, “pobres”, “sujos”, “brutos”, - em suma, desprezíveis para essa casa grande da política brasileira que é a direita – pefelista e tucana -, que se lambuza com a crise atual, quer derrotar a esquerda por 30 anos, sob o apodo de “essa raça”.

É com eles que anda a “elite paulista”, ultra-sensível com o processo de sonegação contra a Daslu, mas que certamente não dirigirá uma palavra de condenação a seu aliado estratégico (da mesma forma que a grande mídia privada). São os amigos de FHC e de seus convivas dos Jardins, aliados do que de mais atrasado existe no Brasil, ferrenhamente unidos contra a esquerda e o povo.

Mas não se engane, senhor Bornhausen, banqueiro e racista, muito antes do que sua mente suja imagina, a esquerda, o movimento popular, o povo estarão nas ruas, lutarão de novo por uma hegemonia democrática, anti-racista, popular, no Brasil. Muito antes de sua desaparição definitiva da vida pública brasileira, banido pelo opróbio, pela conivência com a miséria do país mais injusto do mundo, enquanto seus bancos conseguem os mairores lucros especulativos do mundo, sua gente será defintivametente derrotada e colocada no lugar que merece – a famosa “lata de lixo da história”.

Não, senhor Bornhausen, nosso ódio a pessoas abjetas como a sua, não os deixará livre de novo para governar o Brasil como sempre fizeram – roubando, explorando, assassinando trabalhadores. O seu sistema, o sistema capitalista, se encarrega de reproduzir cotidianamente os que se opõem a ele, pelo que representa de opressão, de expoliação, de desemprego, de miséria, de discriminação – em suma, de "Jorges Bornhausens".

Saiba que o mesmo ódio que devota ao povo brasileiro e à esquerda, a esquerda e o povo brasileiro devotam à sua pessoa – mesquinha, desprezível, racista. Ele nos fortalece na luta contra sua classe e seus lucros escorchantes e especulativos, na luta por um mundo em que o que conte seja a dignidade e a humanidade das pessoas e não a “raça” e a conta bancária. Obrigado por realimentar no povo e na esquerda o ódio à burguesia.




Emir Sader, professor da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), é coordenador do Laboratório de Políticas Públicas da Uerj e autor, entre outros, de “A vingança da História".


Escrito por Fernando Cacá às 05h41
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Lou Reed

Neste tempo todo de blog, ainda não escrevi nada sobre um cara que admiro pra caramba. Lou Reed.
Lou Reed, nasceu Lewis Allen Reed no dia 2 de Março de1942 em Nova Iorque. Conhecido como o Padrinho do Punk, Lou Reed influenciou o punk, mas também o rock alternativo.. Lou Reed ficou conhecido primeiro como guitarrista em como cantor e autor principal do grupo Velvet Underground, de 1965 ate 1970 [o grupo ficou até 1972, sem ele]. No Velvet, Reed escreveu sobre temas tabu a época como sadomasoquismo ou vicio em drogas.
Fã de rhythm and blues, Reed começou cedo, tocado em bandas de colégio ate que quando chegou a Faculdade encontrou Delmore Schwartz que o encorajou a deixar de escrever em prosda para escrever poesias.
Apesar do sucesso obtido em 1972 com Walking on The Wild Side, ele evitou de propósito o sucesso fácil e comercial, fazendo discos que frustravam até mesmo os fãs.
Poeta do lado escuro de Nova Iorque, Reed tem como personagens de suas musicas prostitutas, garotos de programa, travestis drogados, suicidas. Retratando-os fria, as vezes cruelmente, mas sempre de forma sensível.
Em 1980, se livra das drogas na sua vida e em suas musicas, preocupando-se agora com problemas sociais e políticos de seu país e de sua cidade. Passa a denunciar a criminalidade, os alugueis caros a manipulação popular feita por João Paulo II e Jesse Jackson.
A morte do amigo e incentivador Andy Warhol em 1990, fez com que se juntasse novamente a John Cale, seu parceiro dos tempos de Valvet Underground e fizesse o tocante Songs for Drella, uma homenagem  a Warhol. Esse disco inicia uma nova fase das musicas de Reed. Uma fase mais preocupada com os assuntos de vida e, principalmente, morte. O auge deste período se deu em 2003, quando fez o disco The Raven, inspirado em Edgar Allan Poe [esse também merece um post a parte].
So para voce perceber o quanto a barra e pesada nas musicas de Lou Reed, segue abaixo uma se suas mais conhecidas musicas [em partes porque esse UOL e uma m*#$a].


Escrito por Fernando Cacá às 23h19
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Walk on The Wild Side

Holly came from Miami, FLA                       HOLLY VEIO DE MIAMI, FLORIDA
Hitch-hiked her way across the USA           
FEZ O CAMINHO DE CARONA ATRAVES DOS EUA
Plucked her eyebrows on the way              
DEPILOU A SOBRANCELHA NO CAMINHO
Shaved her legs and then he was a she      
RASPOU A PERNA, ENTÃO ELE VIROU ELA
She says, Hey babe                                  
ELA DIZ, HEY BABE
Take a walk on the wild side                      
DÊ UMA VOLTA PELO CAMINHO SELVAGEM
She said, Hey honey                                 
ELA DIZ, HEY DOCINHO
Take a walk on the wild side                      
DÊ UMA VOLTA PELO CAMINHO SELVAGEM


Escrito por Fernando Cacá às 23h14
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